A IA não substitui pessoas, ela empodera aquelas que a dominam.
A pergunta título é na verdade uma espécie de melhor amiga de outra: O futuro acontece por acaso ou nós o construímos? Tais questionamentos seguem a toada de 50 ou mais tons de medo que surgiram nos últimos anos, especialmente pós pandemia. Adoecida, a sociedade reveza seus sintomas entre depressão e ansiedade, servindo-se à mesa com outras muitas comorbidades e dores
Futuro

Nesse cenário surgiram salvadores da pátria, coachs, líderes com respostas fáceis, profetas do apocalipse, escritores com a pena rasa e aventureiros das mais variadas fontes. Pegando carona nessa calda de cometa.
A Inteligência Artificial entra em cena com maior destaque e volume, mesmo tendo sido anunciada décadas antes. Alvo do ceticismo e desconfiança que pairou também sobre revoluções e tecnologias disruptivas, igualmente inevitáveis.
Lidar com a ferramenta já não é mais uma questão de escolha. Ela já está no meio da sala e vai se servir na mesma mesa citada acima. Cabe a cada morador buscar saber como, quando, onde e porque usar, conviver e não usar também.
Um sinal positivo é dado pela geração mais jovem, aparentemente desligada do furor que a IA vem causando entre irmãos mais, velhos, tios, pais e avós. O novo para os novos não parece ter um aroma e sabor tão sedutores assim.
Mas é impensado que o tema fique fora do debate, das salas de aula, das rotinas no trabalho, do diagnóstico imaginado, dos cálculos precisos, das mensagens religiosas, do roteiro do cinema e da arte como um todo.
Para mim, mais um pai de família-profissional-cidadão-amigo-filho-irmão provocado pelas mudanças radicais e em velocidade da luz, esse tema tem valor para a vida. Apesar de também tatear em solo pantanoso, como a maioria.
IACOM SUMMIT

Dizer sim a projetos como o IACOM SUMMIT, promovido pela AI Hub em parceria com a Escola Vox2You, é dizer sim a propósitos reais de busca por conhecimento, esclarecimento e significado. E para o humano que existe em mim. Não somos máquinas, como disse Chaplin no discurso final de sua obra O grande ditador. Outro filme profético…Sendo assim, te convido a refletir comigo e agir com quem decidiu tirar a água que entrava no barco.
Não naufragar no mar de dúvidas, medo e incerteza é papel de todos. E somente uma noção exata de que cada um é responsável pelo comportamento pessoal e sua própria comunicação, pode nos conduzir a um convívio pacífico com a Inteligência Artificial; que, antes de tudo, é também humana.
Conclusão
O futuro nunca foi apenas uma consequência dos acontecimentos. Ele é resultado das escolhas que fazemos, das perguntas que temos coragem de enfrentar e da disposição para aprender diante das mudanças.
A Inteligência Artificial representa mais um desses momentos em que a humanidade precisa decidir como deseja participar da transformação. Assim como outras grandes revoluções tecnológicas, ela pode gerar insegurança, dúvidas e receios, mas também abre caminhos para novas possibilidades, descobertas e formas de resolver problemas antigos.
A questão principal talvez não seja se a Inteligência Artificial fará parte das nossas vidas. Ela já faz. A verdadeira pergunta é: qual será o papel que escolheremos ocupar diante dessa nova realidade?
Ignorar a tecnologia não impede sua evolução. Pelo contrário, aumenta a distância entre aqueles que compreendem suas possibilidades e aqueles que apenas observam as mudanças acontecerem.
Projetos como o IACOM SUMMIT mostram a importância de criar espaços para diálogo, aprendizado e reflexão. Mais do que ensinar ferramentas, iniciativas assim ajudam a construir uma visão mais consciente sobre o impacto da tecnologia na sociedade, nos negócios e nas relações humanas.
O futuro não será construído apenas por máquinas, algoritmos ou códigos. Ele será construído por pessoas capazes de utilizar essas ferramentas com responsabilidade, criatividade e propósito.
No fim, talvez a maior inovação não esteja apenas na Inteligência Artificial que criamos, mas na capacidade humana de continuar aprendendo, questionando e evoluindo junto com ela.
Porque o futuro não chega pronto.
Nós participamos da construção dele todos os dias.